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Propofol: anestésico intravenoso. Quais os efeitos colaterais?

Um dos medicamentos anestésicos mais utilizados na anestesia geral é o Propofol (Provive). Comercialmente conhecido por Diprivan, o fármaco é muito utilizado na realização de cirurgias e outros procedimentos dolorosos, deixandoo paciente inconsciente e sedado. Mas você conhece os efeitos colaterais do Propofol? Acompanhe neste artigo essa e outras informações sobre o medicamento. 

Quando é indicado o uso de Propofol?

Apesar dos efeitos colaterais, o Propofol é indicado para indução e manutenção de anestesia geral em adultos e crianças a partir dos 3 anos de idade. O medicamento também pode ser utilizado para sedação de pacientes em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) que estejam em ventilação mecânica. Seu modo de uso deve ser indicado por um anestesista, uma vez que só deve ser utilizado em hospitais.

Além da anestesia geral, o Propofol também pode ser usado em procedimentos que não exigem analgesia, como endoscopia com anestesia ou colonoscopia. No caso da colonoscopia, a anestesia é essencial para garantir o conforto e a tranquilidade do paciente durante a realização do exame. 

Normalmente, outros agentes analgésicos suplementares são necessários na administração de Propofol. Em procedimentos cirúrgicos, o fármaco pode ser usado na manutenção de anestesia intravenosa em conjunto com outros agentes, como, opioides e anestésicos inalatórios. 

A droga também pode atuar na associação à anestesia peridural, espinhal, com bloqueadores neuromusculares, com a medicação pré-anestésica utilizada normalmente, agentes inalatórios e analgésicos, além de atuar também como coadjuvante de anestésicos locais para sedação ou amnésia.

Efeitos colaterais do uso de Propofol

Diminuição da pressão arterial e dos batimentos cardíacos, dor de cabeça, náuseas e vômitos estão entre os principais efeitos colaterais do Propofol. A maioria dos sintomas após anestesia geral são reações adversas farmacologicamente previsíveis dos medicamentos anestésicos.

Caracterizando-se como uma reação muito comum, em 10% dos pacientes foi relatada dor no local da injeção. Reações comuns ocorrem entre 1% e 10% dos pacientes, sendo relatados os seguintes sintomas: queda da pressão e da frequência cardíaca, parada respiratória transitória durante a indução da anestesia, enjoo, vômito e dor de cabeça na fase de recuperação, sintomas de abstinência em crianças e vermelhidão.

Entre 0,1% e 1% dos pacientes ocorrem reações incomuns, como a inflamação de veias e a trombose (formação de coágulo dentro de um vaso sanguíneo ou cavidade cardíaca). Reações raras acometem entre 0,01% e 0,1% dos pacientes: euforia, movimentos epileptiformes (semelhantes à epilepsia), convulsões e contração dos músculos das costas com extensão da cabeça e membros inferiores para trás durante a indução, manutenção e recuperação da anestesia intravenosa. 

Em menos de 0,01% dos pacientes foram relatadas reações muito raras: febre pós-operatória, reação alérgica, queda da pressão, inflamação do pâncreas, lesão muscular, descoloração da urina após administração prolongada, vermelhidão, broncoespasmo (contração dos brônquios), desinibição sexual, edema pulmonar (entrada de líquido nos pulmões) e inconsciência pós-operatória.

Medicamentos anestésicos como o Propofol são contraindicados para pacientes com hipersensibilidade conhecida a qualquer componente da fórmula ou crianças menores de 3 anos, com infecção grave do trato respiratório e crianças com difteria ou epiglotite recebendo tratamento intensivo.

Drogas como o Propofol não podem ser compradas em farmácias convencionais, uma vez que só deve ser utilizado em hospitais e administrados por profissionais de saúde. Desta forma, é preciso encontrar um fornecedor de confiança.

Tipos de anestésicos intravenosos

Normalmente, a anestesia intravenosa é utilizada em pré-tratamento farmacológico e indução anestésica, e o procedimento costuma ser mais rápido e suave. Além do Propofol, existem outros tipos de anestésicos intravenosos, que você confere a seguir.

- Tiopental sódico: trata-se de um dos medicamentos anestésicos mais utilizados, sendo especialmente indicado em casos de hipertensão intracraniana, pois reduz o metabolismo e o fluxo sanguíneo cerebral, dependendo da dose.

- Etomidato: este éster imidazólico teve seu uso diminuído nos últimos anos devido à percepção de morbidade aumentada. Sua indução pode ser acompanhada de movimentos involuntários; a dor à injeção é comum e a taxa de tromboflebite no período pós-operatório é alta. A recuperação é normalmente desagradável e acompanhada de náuseas e vômitos. 

- Ketamina: Derivada da fenilciclidina, apresenta propriedades hipnóticas, analgésicas e de anestésico local. Esta droga dissociativa é exemplificada pela catalepsia, em que os olhos permanecem abertos com olhar fixo com nistagmo e os reflexos corneano e fotomotor permanecem intactos. Sensações psíquicas, como alterações de humor, sensação de flutuação, sonhos vívidos e alucinações, são comuns durante a emergência da anestesia com ketamina.

- Midazolam: Trata-se de um benzodiazepínico hidrossolúvel geralmente utilizado para sedação em doses de 0,05 a 0,1 mg/kg EV. Também funciona como pré-medicação em crianças, administrado 30 minutos antes da cirurgia, em dose oral de 0,5 mg/kg. Apesar de não ser um agente de indução endovenoso propriamente dito, o midazolam pode ser utilizado para induzir anestesia devido à sua farmacocinética. Quando usado como agente único de indução, o medicamento causa apneia em até 70% dos pacientes.

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