Coleta de sangue: como coletar, quais as técnicas e passo a passo voltar
Os exames de sangue fazem parte da rotina médica e são fundamentais para o acompanhamento das nossas condições de saúde. Por meio de investigações no sangue é possível diagnosticar desde problemas comuns até doenças mais graves. Por isso, a coleta de sangue é um procedimento realizado com bastante frequência em laboratórios de análises clínicas, hospitais e outros ambientes médicos.
Desse modo, é imprescindível saber como realizar coleta de sangue de forma segura e eficaz. Então, reunimos dicas que irão ajudá-lo a garantir um procedimento de acordo com as técnicas corretas, bem como respeitando as normas de biossegurança.
Continue lendo para saber mais!
Qual o objetivo da coleta de sangue?
A coleta de sangue é um procedimento realizado por profissionais da saúde, qualificados para tal função. O principal objetivo da realização desse exame é analisar diversos componentes do sangue, como células, proteínas, hormônios e substâncias químicas. Então, a partir dessa análise, é possível:
- obter informações sobre a saúde geral do paciente;
- diagnosticar doenças;
- monitorar tratamentos;
- avaliar a função de órgãos, como fígado e rins.
Desse modo, a coleta de sangue tem diversas finalidades e é uma grande aliada da medicina preventiva e diagnóstica, sendo fundamental para garantir uma boa qualidade de vida.
Além disso, graças a metodologias padronizadas nos laboratórios, é possível obter análises clínicas precisas, que resultam em diagnósticos assertivos. Esse nível de segurança faz com que os exames de sangue sejam fundamentais para a manutenção da saúde e a prevenção de doenças.
Quais são os tipos de coleta de sangue?
Existem diferentes tipos de exames de sangue e para cada um exige-se uma amostra diferente. A amostra colhida pelo profissional deve ter em vista o tipo de análise solicitada pelo médico e deve-se usar os materiais para coleta de sangue certos.
Dito isso, é preciso conhecer os tipos de coletas, as técnicas utilizadas e a finalidade do exame. Atualmente, entre os métodos mais comuns, destacam-se:
1. Coleta com seringa e agulha
Esse método é utilizado principalmente quando a coleta a vácuo não é recomendada, como em pacientes com veias frágeis ou difíceis de puncionar. A técnica envolve:
- uso de uma seringa para coleta de sangue acoplada a uma agulha descartável;
- aspiração manual do sangue;
- transferência do sangue coletado para os tubos de coleta adequados.
2. Coleta de sangue a vácuo
A coleta de sangue a vácuo é amplamente recomendada devido ao seu sistema fechado, que favorece a padronização da coleta e diminui o risco de acidentes com materiais perfurantes. Para tal feito, a prática envolve:
- o uso da agulha múltipla conectada a um adaptador específico;
- tubos de coleta, que possuem vácuo interno e permitem a aspiração automática do sangue.
Um dos principais benefícios do sistema a vácuo é a garantia de uma proporção adequada entre sangue e aditivo. Isso pois o vácuo assegura que o volume de sangue coletado seja proporcional à quantidade de aditivo no tubo, o que contribui para a redução de erros, como hemodiluição, volumes insuficientes, hemólise e formação de microcoágulos.
3. Punção digital
Esse tipo de coleta de sangue é indicada para testes rápidos, exames em recém-nascidos e pacientes com dificuldade de acesso venoso. Isso pois é realizado através de:
- perfuração superficial na ponta do dedo, calcanhar (em bebês) ou lóbulo da orelha;
- uso de lancetas para obtenção de pequenas quantidades de sangue;
- amostra depositada em microtubos ou fitas reagentes, conforme o exame necessário.
Lembre-se: cada método tem suas indicações específicas e deve ser escolhido conforme a necessidade do exame e as condições do paciente.
Quais são os materiais para coleta de sangue?
Alguns materiais hospitalares são essenciais para realizar o procedimento em pacientes de todas as idades. Entre eles:
- luvas descartáveis;
- máscara cirúrgica;
- agulha e seringa descartáveis;
- adaptador e seringa descartáveis;
- scalp;
- algodão e álcool 70%;
- interruptor adesivo com algodão;
- garrote.
Além disso, sempre que possível, é utilizada uma cadeira para coleta de sangue para garantir um procedimento ainda mais seguro e confortável para o paciente.
Já para a punção digital, que pode ser feita em casa para exames simples, os materiais necessários são:
- algodão e álcool 70%;
- fita reagente;
- aparelho medidor;
- lancetador.
Com esses produtos, é possível realizar uma punção eficiente com proteção tanto para o profissional quanto para o paciente.
Quais são os tipos de tubo para coleta de sangue?
Além da questão técnica da forma como realizar, o profissional responsável deve saber como funciona o processo de análise do sangue para colher as amostras de maneira adequada. Isso pois existem diversos tipos de tubos para coleta de sangue, como os de vidro, plástico e os de extração a vácuo.
Atualmente, os tubos a vácuo são os mais utilizados em laboratórios de análises clínicas, pois oferecem maior segurança e praticidade. Esse tipo de tubo minimiza a exposição do sangue a agentes contaminantes.
Além disso, a coleta a vácuo permite a obtenção de múltiplas amostras com uma única punção, o que torna possível a realização de diversos exames ao mesmo tempo e proporciona uma visão mais ampla da saúde do paciente.
Qual a ordem dos tubos de coleta de sangue?
O conhecimento e o respeito à ordem dos tubos a vácuo na coleta de sangue são essenciais para garantir a precisão dos exames. Afinal, seguir essa ordem evita a contaminação cruzada entre os aditivos presentes nos materiais, que podem comprometer a amostra e invalidar os resultados.
Assim, a sequência correta de tubos e suas finalidades é a seguinte:
- Azul: contém citrato de sódio, utilizado para análises de coagulação;
- Vermelho: contém sílica, que ativa a coagulação do sangue, sendo indicado para exames de anticorpos e fenótipos específicos;
- Amarelo: possui ativador de coágulos e gel separador, sendo usado para testes de sorologia, imunologia e marcadores tumorais e cardíacos;
- Lilás ou rosa: contém EDTA, um anticoagulante, ideal para análises hematológicas;
- Verde: possui heparina de lítio, o que permite a análise do plasma sanguíneo e estudos de enzimas antiplaquetárias;
- Cinza: contém fluoreto de sódio e EDTA, utilizado para a avaliação de glicose e outros fatores relacionados ao açúcar no sangue.
Seguir corretamente essa ordem garante a confiabilidade dos exames laboratoriais e a segurança do paciente!
Passo a passo para a coleta de sangue
Agora que já explicamos os três tipos de coleta de sangue — por meio de seringa e agulha, coleta de sangue a vácuo e punção digital —, é importante destacar que, para esses procedimentos, são adotados os seguintes métodos:
Coleta de sangue com seringa e agulha
- Confira se tem a disposição todos materiais que precisa;
- Higienize as mãos;
- Organize os materiais conforme a ordem de uso;
- Explique ao paciente como será feita a coleta;
- Confirme com ele os dados e cole as etiquetas nos tubos;
- Coloque a luva e mostre ao paciente as seringas e agulhas nas embalagens antes de abrir;
- Veja onde pode fazer a punção venosa;
- Faça assepsia do local e garroteie o braço do paciente pedindo para ele feche a mão;
- Tire a capa da agulha, faça a punção, solte o garrote e peça para o paciente abrir a mão;
- Colete a quantidade de sangue necessária para a realização dos exames solicitados;
- Quando terminar, retire a agulha, peça para que o paciente faça pressão por três minutos em média e acione o dispositivo de segurança da agulha;
- Descarte a agulha e coloque o sangue em tubo de coleta fazendo a homogeneização recomendada;
- Faça um curativo no paciente e oriente para que continue pressionando o local;
- Descarte a seringa e as luvas.
Coleta de sangue a vácuo
A coleta de sangue a vácuo é feita seguindo os mesmos passos da coleta com seringa e agulha, sendo diferente apenas na manipulação dos materiais. Neste caso, a agulha possui um suporte para encaixe dos tubos de coleta onde o sangue será armazenado.
Esse procedimento permite que diferentes amostras sejam colhidas sem ter a necessidade de fazer uma nova punção venosa.
Boas práticas para coleta de sangue!
A seguir, preparamos um guia rápido para garantir uma coleta de sangue segura e confortável para o paciente. Confira!
Preparação do paciente
Receba e acomode o paciente em uma cadeira adequada para a coleta de sangue. Em seguida, verifique quais exames serão realizados e identifique corretamente o paciente. Por fim, coloque a etiqueta em todos os tubos que serão utilizados e peça para o paciente conferir se a identificação está correta.
Organização do material
Após a identificação, separe e organize todos os materiais necessários para a coleta. Certifique-se de que todos os itens estejam disponíveis e prontos para uso imediato.
Realização da coleta de sangue
Vista as luvas na frente do paciente, a fim de garantir transparência e segurança. Além disso, utilize sempre materiais descartáveis. Siga corretamente os procedimentos conforme o tipo de coleta (com seringa ou adaptador).
Armazenamento e transporte da amostra
Após a coleta, transfira o sangue para o tubo recomendado e misture suavemente com o reagente presente no interior. Então, direcione a amostra imediatamente para o local de armazenamento adequado até sua coleta pelo laboratório.
Descarte de materiais utilizados
Após finalizar o procedimento, descarte imediatamente todos os materiais utilizados, de preferência na frente do paciente. Utilize caixas apropriadas para perfurocortantes no descarte seguro de agulhas e seringas.
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