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  • Coleta de sangue: como coletar, quais as técnicas e passo a passo voltar

    Revisão técnica: Rafael Garcia Pires de Araújo (CRF nº 36088) · Atualizado em 09/2026


    A coleta de sangue é um procedimento feito por um profissional de saúde por três métodos principais: com seringa e agulha, a vácuo (o mais usado) e por punção digital. 

    O passo a passo básico envolve higienizar as mãos, identificar o paciente, organizar os materiais, fazer a antissepsia do local, puncionar a veia, coletar os tubos na ordem correta e orientar a compressão do local por cerca de 3 minutos.

    A ordem dos tubos a vácuo segue o padrão internacional CLSI, para evitar a contaminação cruzada entre os aditivos: azul, vermelho, amarelo, verde, lilás e cinza (depois do frasco de hemocultura, quando houver). 

    É importante destacar que é essa sequência que garante resultados confiáveis.

    Qual o objetivo da coleta de sangue?

    A coleta de sangue é realizada por profissionais qualificados com o objetivo de analisar diversos componentes do sangue, como células, proteínas, hormônios e substâncias químicas.

    A partir dessa análise, é possível obter informações sobre a saúde geral do paciente, diagnosticar doenças, monitorar tratamentos e avaliar a função de órgãos como o fígado e os rins. 

    Por isso, é um dos procedimentos mais frequentes em laboratórios de análises clínicas, hospitais e clínicas.

    Quais são os tipos de coleta de sangue?

    Existem três métodos principais, escolhidos conforme o exame e as condições do paciente:


    Tipo de coleta Quando é indicada Como é feita
    Seringa e agulha Veias frágeis ou difíceis de puncionar, quando o vácuo não é recomendado Seringa acoplada a agulha descartável, com aspiração manual e transferência para os tubos
    A vácuo Rotina laboratorial (método mais usado) Agulha múltipla e adaptador; os tubos com vácuo interno aspiram o sangue automaticamente
    Punção digital Testes rápidos, recém-nascidos e difícil acesso venoso Perfuração da ponta do dedo, calcanhar (bebês) ou lóbulo da orelha, com lanceta

    O sistema a vácuo é o mais recomendado por ser fechado (menor risco de acidente) e por garantir a proporção correta entre sangue e aditivo, o que reduz erros como hemólise, microcoágulos, hemodiluição e volume insuficiente.

    Quais materiais são usados na coleta de sangue?

    Os materiais necessários para a coleta venosa incluem:
    • Luvas descartáveis e máscara cirúrgica;
    • Agulha e seringa descartáveis, ou agulha múltipla e adaptador (no sistema a vácuo);
    • Scalp (dispositivo alado), quando indicado;
    • Algodão e álcool 70%;
    • Garrote;
    • Tubos de coleta adequados a cada exame;
    • Cadeira de coleta, para conforto e segurança.

    Para a punção digital, usa-se algodão e álcool 70%, lanceta ou lancetador, e microtubos ou fitas reagentes, conforme o exame.

    Qual a ordem dos tubos de coleta de sangue?

    Cada tubo tem uma cor de tampa que indica o aditivo e a finalidade. A ordem de coleta segue a norma CLSI (H3-A6) justamente para evitar a contaminação cruzada entre os aditivos:


    Ordem Cor da tampa Aditivo Exames
    1º Azul Citrato de sódio Coagulação
    2º Vermelho Ativador de coágulo Bioquímica e sorologia
    3º Amarelo Ativador de coágulo + gel separador Sorologia, imunologia, marcadores tumorais e cardíacos
    4º Verde Heparina de lítio Bioquímica e análise do plasma
    5º Lilás ou rosa EDTA Hematologia
    6º Cinza Fluoreto de sódio (+ EDTA) Glicose

    Quando há frascos de hemocultura, eles são coletados antes de todos os outros. Inverter a ordem, por exemplo coletando o lilás (EDTA) antes do verde (heparina), pode contaminar a amostra e alterar os resultados. 

    Como fazer a coleta de sangue passo a passo?

    Veja abaixo como é o procedimento para a coleta de sangue conforme cada modelo existente:

    Coleta com seringa e agulha

    1. Confira se todos os materiais necessários estão disponíveis e higienize as mãos;
    2. Organize os materiais na ordem de uso e explique ao paciente como será feita a coleta;
    3. Confirme os dados do paciente e cole as etiquetas nos tubos;
    4. Coloque as luvas na frente do paciente e mostre os materiais ainda nas embalagens;
    5. Escolha o local da punção, faça a antissepsia com álcool 70% e garroteie o braço, pedindo para o paciente fechar a mão;
    6. Retire a capa da agulha, faça a punção, solte o garrote e peça para o paciente abrir a mão;
    7. Colete o volume de sangue necessário para os exames solicitados;
    8. Ao terminar, retire a agulha, peça compressão no local por cerca de 3 minutos e acione o dispositivo de segurança da agulha;
    9. Descarte a agulha em recipiente para perfurocortantes e transfira o sangue para os tubos, fazendo a homogeneização suave (inverter, nunca agitar);
    10. Faça o curativo, oriente o paciente e descarte a seringa e as luvas.

    Coleta a vácuo

    A coleta a vácuo segue os mesmos passos, mudando apenas a manipulação dos materiais: a agulha tem um suporte (adaptador) para encaixe dos tubos, o que permite colher várias amostras com uma única punção, sem nova picada.

    Quais as boas práticas e a biossegurança na coleta de sangue?

    E é claro que assim como demais procedimentos hospitalares, também existem algumas ações que precisam ser executadas para que a coleta de sangue seja segura:
    • Preparação do paciente: acomode o paciente, confirme os exames, identifique-o corretamente e etiquete os tubos, pedindo que ele confira a identificação;
    • Organização do material: separe todos os itens antes de começar, prontos para uso imediato;
    • Realização: calce as luvas na frente do paciente, use sempre materiais descartáveis e siga a técnica correta;
    • Amostra: homogeneizar suavemente (inverter de 5 a 10 vezes, nunca agitar, para evitar hemólise) e encaminhe a amostra ao armazenamento adequado imediatamente;
    • Descarte: descarte os materiais logo após o procedimento, usando caixas para perfurocortantes, conforme a RDC nº 222/2018 da Anvisa.

    Onde comprar materiais para coleta de sangue?

    A Hospitalar Distribuidora oferece a linha completa de materiais para coleta de sangue: agulhas e seringas descartáveis a tubos a vácuo, scalps, lancetadores e cadeiras de coleta, para laboratórios, clínicas e hospitais, com procedência garantida e entrega para todo o Brasil.






    Conteúdo informativo, com revisão técnica de Rafael Garcia Pires de Araújo (CRF nº 36088). As técnicas devem seguir os protocolos da instituição e as normas de biossegurança vigentes; o procedimento deve ser realizado por um profissional de saúde habilitado.


    Fontes: norma CLSI H3-A6 (ordem de coleta); Portal Afya — Medicina Laboratorial; recomendações da SBPC/ML para coleta de sangue venoso.


    Quais são os tipos de coleta de sangue?

    São três principais: com seringa e agulha (para veias frágeis), a vácuo (a mais usada na rotina) e por punção digital (para testes rápidos, bebês e difícil acesso venoso). A escolha depende do exame e das condições do paciente.

    Qual a ordem correta dos tubos de coleta de sangue?

    Pela norma CLSI, a ordem é: azul (citrato), vermelho (ativador de coágulo), amarelo (ativador + gel), verde (heparina), lilás/rosa (EDTA) e cinza (fluoreto). Quando há hemocultura, ela vem antes de todos. Essa ordem evita a contaminação cruzada entre os aditivos.

    Por que a ordem dos tubos importa?

    Porque o aditivo de um tubo pode contaminar o seguinte e alterar o resultado. Por exemplo, o EDTA do tubo lilás, se contaminar o tubo de coagulação, compromete o coagulograma. Seguir a ordem garante a confiabilidade dos exames.

    Qual a diferença entre a coleta a vácuo e a coleta com seringa?

    Na coleta a vácuo, os tubos com vácuo interno aspiram o sangue automaticamente e permitem várias amostras com uma única punção. Na coleta com seringa, a aspiração é manual, indicada quando o vácuo não é recomendado, como em veias frágeis.

    Como deve ser feito o descarte dos materiais da coleta?

    Agulhas e seringas devem ser descartadas imediatamente em caixas para materiais perfurocortantes, de preferência na frente do paciente, seguindo as normas de biossegurança da Anvisa (RDC nº 222/2018).

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